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Existem dois tipos de pessoas. O Generoso
e o Egoísta.
O generoso não forma o time
do bem como julga o bom senso, nem os egoísta são
os vilões. A verdade é que as diferentes reações
e sentimentos humanos como vaidade, inveja, culpa e humilhação
acabam por determinar o perfil de cada indivíduo. A miséria
dos egoístas esta no fato de que eles dependem dos generosos,
assim como os generosos precisam do egoísta.
O egoísta é estourado, ciumento,
gosta de fazer autopromoção, é extrovertido
porque não consegue ficar sozinho e intolerante a frustração.
Faz de tudo para não se frustrar, inclusive passar por cima
dos direitos dos outros. A partir dos seis anos, a criança
é capaz de abstrair-se e colocar no lugar do outro. Se uma
criança vê um menino em uma cadeira de rodas e se imagina
em seu lugar sofrerá com isso. E uma criança que não
suporta essa dor interromperá esse processo. Fica com a visão
unilateral do mundo e perpetua um padrão egocêntrico.
São pessoas invejosas, embora se mostrem sempre muito bem,
usando o estilo “eu sou bacana” como se elas tivessem
realmente esse juízo de si, o que não é verdade.
Elas sabem que é um blefe, fingem superioridade por se saberem
invejosas e ciumentas. Elas precisam receber mais do que recebem.
Matematicamente são pessoas falidas, podem botar a banca
que for, mas são fracas.
O Generoso é o inverso do egoísta.
Não reage nem quando deveria, não suporta provocar
dor na outra pessoa, aceita docilmente um monte de contrariedade.
Fala um monte de sim quando deveria falar não. Quando você
tem oito anos e é um menino bonzinho e seu irmão começa
a chorar por que quer uma bola que é sua, você não
aguenta o remorso que imagina que vai sentir e dá a bola
para ele. Mas não era isso que você queria fazer. Aí
a mãe vem e diz que você é legal. O elogio estimula
a vaidade que se acopla à generosidade. É mais um
truque para se sentir superior à custa de uma fraqueza. O
generoso também inveja o egoísta que é capaz
de dizer não e goza os prazeres da vida, enquanto o generoso
é todo cheio de pudores e constrangimentos. Acabam ficando
duas porcarias.
Não haveria generosidade sem
egoísmo e vice-versa.
Aí aparece a terceira pessoa.
O Individualista: É um indivíduo moralmente sofisticado,
nem egoísta nem generoso, que tolera bem a frustração
e não sente culpas indevidas, que chamamos de justo. No bom
sentido da palavra o individualismo significa auto-suficiência.
Egoísta e Generoso não são auto suficiente.
O Justo sim ele vai estabelecer relacionamentos dos quais não
haverá necessidade de jogos de poder. Ele não dá
mais do que recebe e não recebe mais do que dá.
A sociedade moderna tende em direção
do indivíduo moderno.
Fonte: Entrevista Dr. Flávio Gikovate – Revista
Isto É
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